Vereador Nando alerta para prazos de retomada da obra na foz do Rio Itapocu

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reador do PP frisa que se obra não for iniciada até o final do ano, serão perdidos os R$ 2 milhões conseguidos do Governo do Estado e articulados pelo deputado Carlos Chiodini (PMDB); Prefeitura assegura que licitação já está em andamento. A intensa movimentação executada nos últimos anos visando a liberação de recursos para retomar a obra de fixação da foz do Rio Itapocu, na conhecida boca da barra de Barra Velha, pode estar ameaçada caso não seja agilizado o processo de licitação para projetos e execução da obra. O alerta foi feito pelo vereador Adailton Manoel Bernardina, o Nando (PP), em sessão ordinária do Poder Legislativo. De acordo com Nando, o prazo para movimentar estes recursos encerra no final do ano, e ele solicitou à Câmara de Vereadores de Barra Velha que reforce o alerta junto à Prefeitura local. “Corremos os riscos de perder esses recursos caso os prazos não sejam atendidos”, destacou Nando, referindo-se aos R$ 2 milhões assegurados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável, através do deputado estadual e atual secretário Carlos Chiodini (PMDB). Nando lembrou que ampla mobilização efetuada pelo chamado “Movimento Boca da Barra Já” levou a discussão sobre a necessidade dessa obra para as Câmaras de Vereadores do Norte e do Nordeste Catarinense, e o deputado Chiodini, que tem base eleitoral no Vale do Itapocu, assumiu o compromisso de levantar os recursos. “Todo o se beneficia do Rio Itapocu; todas as cidades da região devem ter interesse nessa obra”, destaca o parlamentar. Na mesma sessão ordinária de 31 de agosto, quando aconteceu o alerta de Nando, o vereador Marcelo Nogaroli (PMDB) destacou que a preocupação do vereador Adailton é legítima, e se reflete em toda a bancada da câmara. “Nós conversamos com o deputado Chiodini, junto do vereador Professor Juliano e do vice-prefeito Fábio Brugnago (PSD), em reunião da Amunesc, e ali foi definida a reinserção destes valores no orçamento do Estado”, detalha Marcelo, citando encontro ocorrido há duas semanas, na Associação de Municípios do Estado de Santa Catarina (Amunesc). Os R$ 2 milhões foram liberados em contrato de apoio financeiro em 30 de junho de 2016, pelo governador Raimundo Colombo (PSD), o qual esteve em Barra Velha na ocasião, e anunciou a execução da primeira etapa da fixação da boca da barra. O recurso finalizará o molhe sul, na previsão do Governo do Estado. Outra etapa já estaria com previsão no orçamento da União com emenda da bancada dos deputados catarinenses, em torno de R$ 5 milhões, para a conclusão e dragagem da lagoa. De acordo com Nogaroli, são R$ 1 milhão e 600 mil para a execução da obra e outros R$ 400 mil para o desenvolvimento do novo projeto. A licitação já foi desencadeada pela Prefeitura, e há duas empresas habilitadas – a fase atual do processo é a do julgamento dos recursos. Nando e Marcelo pedem rapidez por parte da Prefeitura, a fim de que os recursos sejam assegurados. Saiba mais sobra a obra A fixação da foz do Rio Itapocu se arrasta desde 2008, quando o pontapé inicial foi dado pelo então prefeito Valter Zimmermann (PSD), licitando-a e começando a construção do primeiro molhe. A obra visa abrir o canal da desembocadura do Itapocu, beneficiando toda a região com o escoamento rápido em tempos de cheias, e evitando alagamentos na região da lagoa barra-velhense. Outro benefício seria à pesca e ao turismo de navegação, acelerando o escoamento das águas e favorecendo a macrodrenagem dos municípios incluídos na bacia hidrográfica. No aspecto ambiental, tende a melhorar significativamente a circulação das águas doces e facilita a entrada dos peixes do mar que se reproduzirem na lagoa e no rio. Outro aspecto positivo será o turismo náutico, que tende a crescer com a entrada e saída de barcos para passeios. Entre 2009 a 2011, Samir Mattar (sem partido) deu continuidade ao início dado por Zimmermann, concluindo o primeiro molhe e iniciando o segundo. Os problemas judiciais envolvendo Samir resultaram na suspensão dos trabalhos, sem a contratação da empresa que faria a dragagem do canal, que também compreende o projeto, devido ao assoreamento da lagoa. Após Samir, assumiu Claudemir Matias (PSB), que não conseguiu retomar o projeto. Através da mobilização de lideranças e apoio do PMDB local, houve a primeira sinalização positiva, com o apoio de Chiodini e do Governo do Estado.


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