Baleia Jubarte arpoada por pescadores em Barra Velha

Baleia Jubarte arpoada por pescadores de Imbituba na praia do Tabuleiro (Barra Velha) em 1952.

Como uma atividade “eminentemente local”, não houve pesca predatória de baleias na orla de Barra Velha. Os barravelhenses nunca se apropriaram da técnica para pescar o cetáceo gigante (exceto aqueles que eventualmente a praticaram na Ilha da Graça em São Francisco do Sul ou na Armação do Itapocoroi em fins do século XVIII e início do XIX). Na década de 50 já se utilizava outra tecnologia para abater as baleias em aguas catarinenses. Os arpões (bombilança) tinham um compartimento onde era colocado as bananas de dinamite, que era ligada por um fio na bateria das embarcações. O pescador experiente se aproximava do animal crava-lhe o ferro (arpão) e depois acionava o petardo. A explosão provocava a morte simultânea da presa que boiava rapidamente, o que facilitava o seu transporte para a praia mais próxima. O filhote que geralmente acompanhava as baleias adultas era golpeado primeiro para atrair a mãe, que nunca abandonava sua cria. Foram pescadores de Imbituba, sob o comando de um sujeito chamado Aldo Petigliano que arpoaram algumas baleias em Barra velha em meados de agosto de 1952.


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